Existem momentos na vida que nos fazem enxergar o todo de outra forma. É o famoso passo para trás que damos em meio a uma rotina caótica. Uma rotina que levamos olhando apenas para frente, como gado caminhando para um abate que nunca chega. Esses estopins costumam acontecer por diferentes e inúmeros fatores, mas a realidade é que eles nos mudam para sempre. Sempre escrevi aqui sobre assuntos menos pessoais e ao mesmo tempo sinto que estou em cada linha do blog. Com a multidão de instablogs, os textões começaram a ser deixados de lado, e a "blogosfera" virou papo de gente que, assim como eu, viveu isso em um passado em que todas nos conhecíamos sem nos conhecer. Quando comecei o Garupa, ainda não tinha começado a faculdade, tinha acabado de completar dezoito anos, sair da escola, andar sozinha. As descobertas de um novo mundo eram diárias, tanta coisa para compartilhar. Com o Garupa criei amigas, conheci meu namorado, que virou meu sócio. Fiz parcerias, sessões de fotos...
Eu já escrevi tantos posts no Garupa com mudanças bruscas de cabelo que já nem tenho mais a cara de pau de dizer que foi uma mudança radical quando mudo as madeixas, já que todas as mudanças capilares que tenho feito são no mínimo improváveis. Tudo começa com uma imagem de referência, estou lá passeando pelo Pinterest e de repente uma foto de alguém com algum cabelo me chama a atenção. Depois, dia após dia, as fotos começam a pipocar em todo canto, alguém passa por mim na rua e quando vejo já estou criando uma pasta com inspirações de cabelos completamente diferentes do que tenho. É sempre assim, se estou com o cabelo curtíssimo quero ele comprido, reclamo de não poder fazer penteados, reclamo de não poder prender, de não ter comprimento. Se estou com ele comprido, acho que não combina comigo, reclamo que não tem personalidade, que gasta muita tinta, dá trabalho. Se ele está loiro, eu quero azul. Se está azul, quero ruivo. Quando consigo o ruivo, volto a achar meu n...
Ufa! Não tem expressão melhor para descrever a sensação que é voltar a escrever aqui, dessa vez sem nenhum peso na consciência ou trabalho acumulado. Nos últimos quatro anos da minha vida, estive dividida entre o blog e a faculdade. Costumo comemorar o aniversário de vida do Garupa dos últimos três anos para cá, mas a verdade é que o bloguinho começou a passos largos desde um pouco antes dessa data. Todos os semestres a situação era a mesma: as provas e trabalhos começavam e o blog ficava para trás. Não me entendam mal, isso aqui é uma das coisas que mais gosto de fazer, mas quando passa a ser obrigação e a atrapalhar coisas indispensáveis, é hora de repensar. Com o TCC não foi diferente, apesar de estar imersa há um ano e meio em retrô, moda e cinema, que eram os temas do meu trabalho de conclusão, simplesmente não sobrou tempo para postar. O dia-a-dia de trabalhar e estudar também não simplificou em nada as coisas. Junho agora não é só o mês que comemoro mais...
Esse ano finalmente termino a faculdade (ufa!) e eu estava me lembrando de como foi quando tudo começou, do frio na barriga, do medo, da insegurança. Confesso que o frio na barriga agora é outro, muito maior que o do tcc, mas o que seria da vida sem desafios, não é? Pensando nessa etapa que está quase acabando da minha vida, mas começando pra muitos, resolvi compartilhar 5 conselhos pra quem está entrando na faculdade agora. 1. Ninguém se conhece ainda, você não é a única pessoa chegando ali sem amigos todo mundo tá assustado com a ideia de entrar em uma sala cheia de gente desconhecida, acredite Sabe quando você muda de escola e fica apavorado porque não vai ter amigos no novo colégio? Na faculdade todo mundo chega sozinho, os grupos ainda não estão formados e as chances de alguém já se conhecer são bem pequenas. Por isso relaxe, as conversas acontecerão naturalmente e você vai se enturmar. Ah! Outra coisa muito importante: seja você mesmo :) 2. ...
Um amigo, um amor, “outro você”. Você já teve a sensação de ter encontrado a pessoa certa? Aquela pessoa certa, seja lá o que “pessoa certa” signifique pra você, que nem sempre, leia quase nunca, vai chegar na hora certa. Sabe quando você está tranquilo, de coração aberto e limpo, de vida aberta e limpa, financeiramente, emocionalmente, profissionalmente estabilizado e suspira e sente que é hora de encontrar alguém? Então, dificilmente vai acontecer assim. A pessoa certa pode aparecer no meio de um dia bem bosta, em que tudo que você quer é ir pra casa e ficar debaixo do cobertor a salvo de todo e qualquer contato humano. A pessoa certa vai aparecer no meio daquele relacionamento que você empurra com a barriga porque os dois tem preguiça de terminar. Vai surgir em meio aquele caos entre faculdade e trabalho. Na correria do seu dia a dia. Vai aparecer naquela hora em que tudo que você quer é não querer ninguém. A pessoa certa também depende de uma série de fa...
Eu não costumo falar muito sobre o que eu sinto aqui no Garupa, mas acho que a gente já se conhece há tempo o bastante pra abrir o jogo e falar das coisas do coração. Setembro é o mês da prevenção do suicídio e eu não me lembro de ter lido tantos posts sobre ansiedade antes. O que talvez vocês não saibam é que eu sou uma pessoa que sofre com ansiedade e que isso muitas vezes me impede de fazer uma série de coisas que eu quero fazer. Eu sempre fui assim, mas agora com o trabalho, o tcc da faculdade e morar bem longe de tudo tem feito com que cada pedrinha pequena no meu caminho se torne uma grande montanha difícil de escalar. Dentro da minha cabeça, flashes de tudo que eu tenho que fazer passam incansavelmente, misturados, emaranhados, bagunçados e fora de ordem. Por mais que eu tente organizá-los, é tão cansativo pensar em tudo o tempo todo que eu não tenho disposição pra executar. O resultado é uma briga interior tremenda pra por em prática até as mais sim...





